Marcelo Cezar

Espiritualidade independente e respeito às diferenças.


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Romance mediúnico

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Sempre tive vontade de escrever, desde pequeno. Lembro-me de que na escola, na época do ginásio, adorava as aulas de redação e escrevia histórias misteriosas, a maioria envolvendo fantasmas. As ideias vinham facilmente e era comum eu ser chamado para ler minhas redações em outras salas, a pedido dos próprios professores e colegas. 

Ainda garoto, a minha mediunidade aflorou. Passei a ver e conversar com espíritos. Minha família, muito católica, temia que eu estivesse sofrendo de possessão. Depois de passar por padres, psicólogos e psiquiatras, uma amiga de minha mãe recomendou que eu fosse levado até um centro espírita próximo de nossa casa, no bairro do Ipiranga, em São Paulo. 

Estudei na escolinha de médiuns, fui orientado por mestres aos quais sou muito grato até hoje, dentre eles dona Hilda, Zé Ferreira, Maria Aparecida Martins, Luiz Gasparetto e muitos outros companheiros de jornada que me transmitiram os verdadeiros valores do espírito. 

Aos dezesseis anos de idade, comecei a receber mensagens nas aulas práticas de psicografia. Meu braço doía, a caneta parecia ter vida própria, e os textos eram escritos. Um espírito aproximou-se de mim, sussurrou seu nome: Marco Aurélio. Disse-me, naquela época, que eu deveria perseverar e continuar escrevendo as tais mensagens, que eu não desistisse independentemente do que pudesse acontecer em minha vida pessoal. 

Eu persisti e, dez anos depois, esse espírito amigo me intuiu para pegar todo aquele calhamaço de mensagens produzidas nas aulas de psicografia, passá-las para o computador e entregá-las à Zibia Gasparetto. Para minha surpresa, aquele monte de anotações formava um livro, com começo, meio e fim. Tratava-se de A vida sempre vence. Confesso que fiquei muito feliz em participar desse intercâmbio com um espírito para trazer a público histórias reais, que promovem mudanças positivas na vida de quem as lê. 

Embora algumas pessoas considerem o romance espírita algo superficial e sem grandes ensinamentos, os espíritos amigos não cansam de me dizer que esse é um dos caminhos mais fáceis para que uma pessoa tenha um rápido conhecimento do mundo espiritual e, por conseguinte, desperte em si os seus valores espirituais.  

Afinal, enquanto você lê um romance mediúnico, sempre há um mentor, um espírito amigo ao seu lado para inspirar bons pensamentos, ou mesmo ajudar você a resolver determinados problemas de sua vida com base no comportamento positivo e na vitória de determinados personagens. 

Creio que hoje, passados mais de dez anos da publicação do meu primeiro romance e há mais de trinta estudando e praticando a espiritualidade, construí laços de amizade com muita gente. Meus leitores formam comigo um grande e poderoso elo de energias positivas, salutares. Não importa onde estejamos nem se nos conhecemos pessoalmente, mas o fato de você ler os meus livros acaba por formar essa corrente positiva entre nós. 

Eu e Marco Aurélio desejamos que você continue trilhando o seu caminho do bem e que a sua vida seja cada vez mais repleta de felicidade, sucesso e paz. Um abraço fraterno. 


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Ação e Reação

Quem é ruim e escapa das leis vai pagar pelo que fez depois de morrer? 

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Os leitores sempre me fazem essa pergunta. Diante de tantos crimes e tanta violência, e com uma Justiça moldada de acordo com a conveniência de um grupo de pessoas, muitas vezes a sociedade se sente indignada diante de punições pouco severas e, pior, de pessoas que cometem crimes, pagam excelentes advogados e se livram da prisão.

As leis dos homens são feitas para que possamos conviver da maneira mais harmoniosa possível. Elas refletem a forma de pensar de uma sociedade. É por isso que, de tempos em tempos, leis são criadas, mudadas, ajustadas e banidas. E o que é permitido em nosso país poderá não ser permitido em uma sociedade do Oriente, por exemplo. Cada povo tem um conjunto de hábitos, costumes, condutas e regras que têm tudo a ver com as pessoas que lá reencarnam.

Já as leis universais são imutáveis, perfeitas. Elas não seguem o padrão das leis como as conhecemos no mundo, mas a regra é clara: tudo o que você faz, seja por meio de palavras, pensamentos ou atitudes, voltará para você. Simples assim. As leis que regem o universo não têm nada de complicado. Muito pelo contrário: estão muito ligadas ao nosso grau de responsabilidade diante da vida. 

Conforme abrimos nossa consciência e entendemos que somos cem por cento responsáveis por tudo o que atraímos, a visão em relação às leis também muda. Percebemos com mais clareza nossos instintos, nossas crenças e posturas, mudamos alguns padrões de pensamentos e tudo ao nosso redor também começa a mudar. Para melhor, obviamente.

Toda vez que você procurar fazer para si algo de bom, que possa livrá-lo das amarras das mágoas, do ódio e da maledicência, a vida, rica e sábia, irá ajudá-lo a superar as adversidades e naturalmente tirará do seu caminho, ou afastará de você, aquela pessoa que o infelicita de alguma maneira.

Cada um é responsável por si e terá de arcar com a consequência de seus atos, seja aqui em vida ou depois dela. Não compete a nenhum de nós julgar o próximo.

Quem somos nós para julgar o que ou quem é ruim? Precisamos ter cautela com esse tipo de acusação, pois poderemos cometer atrocidades como aquelas contra os donos da Escola Base em São Paulo, anos atrás, que foram acusados injustamente e tiveram suas vidas devastadas.

Voltando à pergunta inicial, quem é ruim vai pagar? Em primeiro lugar, ninguém “paga” nada. Não somos um carnê de prestações (oras!), e sim espíritos encarnados aprendendo a ter um grau maior de responsabilidade diante de nossas escolhas. Qualquer um de nós que proceder de forma inadequada vai obter resultados negativos.

Por isso, afaste-se dos maus pensamentos; crie bons pensamentos e esqueça, de uma vez por todas, de apontar os erros dos outros. Cuidar de seus pensamentos e valorizar cada vez mais o bem é a arma para a nossa proteção. Cultive a maledicência e atrairá os maldosos; cultive bons pensamentos e atrairá boas pessoas, boas amizades e boas energias ao seu redor. Experimente.
Afinal de contas, a maldade não está nos olhos de quem vê, mas nas mãos de quem a pratica!


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Aceitar o que não se pode mudar

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Reencarnamos com o propósito de suprir nossas necessidades emocionais. A vida é uma grande escola e nos dá a chance de adquirir discernimento e equilíbrio por meio de uma série de experiências, que iremos julgar como boas ou ruins. Ela [a vida] nos dá um corpo, moldado de acordo com o teor dos pensamentos que nosso espírito aceita como verdade, nos dá uma família, nos permite nascer em determinado lugar, tudo de acordo com o teor de nossas crenças e posturas adquiridas ao longo de várias encarnações.
Infelizmente, muitos não aceitam as condições nas quais reencarnaram no planeta. Culpam o corpo (suas limitações ou falta de saúde), culpam os pais (por não serem os pais “escolhidos”), culpam o país (porque deveriam ter nascido num país mais “civilizado”), esquecendo que a vida nos dá o que merecemos.

Partindo desse ponto de vista, precisamos parar e refletir. Eu pergunto: você aceita com facilidade o que não pode mudar ou briga com todos ao seu redor porque as coisas não são como você quer?

O melhor que você pode fazer é começar a sentir com o coração e parar de dar tanta atenção à mente, porque, segundo um espírito amigo, “a mente mente”. A mente abriga pensamentos nossos e dos outros, encarnados ou desencarnados.

Largue a mente por alguns instantes, coloque a mão em seu coração e sinta a pulsação, sinta-se vivo. Agradeça à vida por estar aqui e ter a oportunidade de crescer, agradeça a oportunidade de melhorar a relação com seus pais, aproveite para vibrar positivamente pelo seu país. É fácil reclamar dos políticos, dos corruptos, dos descasos com a sociedade e nada fazer para mudar. Um pensamento positivo acerca do nosso país já é um bom começo para criar condições a fim de que outras mentes, também ligadas no bem maior, possam se unir e criar um elo forte de mudanças positivas para o nosso povo.

Aceitar o que não se pode mudar não traz sensação de fracasso. Muito pelo contrário, aceitar o que não se pode mudar revela sabedoria e amadurecimento espiritual, é um grande aliado para a evolução de nosso espírito e o caminho certo para conquistarmos a felicidade e a paz tão desejadas.

Abençoe seu corpo, abençoe sua família, abençoe seu emprego e a cidade onde vive. Depois, faça suas escolhas e siga seu caminho de conquistas e realizações.

Boa sorte!