Marcelo Cezar

Espiritualidade independente e respeito às diferenças.

Ataques obsessivos

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ataques obsessivos

Numa roda de amigos, surgiu um caloroso bate-papo sobre a obsessão. Para quem é espírita ou espiritualista, a palavra é bem conhecida. Trata-se de um termo utilizado para designar tanto espíritos em desequilíbrio como as energias perturbadoras que deles emanam e se encostam em nós, encarnados, alterando nossos pensamentos e desejos, mexendo com o nosso equilíbrio emocional.

Ao dar muita atenção às maldades do mundo, acabamos por entrar nessa onda de energia e acreditamos que o planeta, como um todo, está vivendo e praticando tão somente o mal. Não é bem verdade. Muitos de nós estão, neste momento, trabalhando, procurando arrumar uma maneira de dar condições melhores de vida para a família, querendo juntar dinheiro para uma linda viagem de núpcias ou mesmo lendo esta coluna. Há muita gente no mundo que está ligada no bem e quer que sua vida e a dos seus semelhantes melhore.

Entretanto, ocorre um fato interessante: temos uma mania bem antiga que vem desde os tempos da Antiguidade, que é o de julgar e criticar os outros. Meu Deus, como gostamos de criticar o vizinho que vive em dívidas, mas mesmo assim comprou um carro zerinho, aquela artista que fez ensaio fotográfico para uma revista… como é bom, de vez em quando, falar mal de alguém! Às vezes, o sentimento de baixa autoestima é tão forte que só descontando a crítica nas costas de alguém para nos sentirmos bem. Doce ilusão. Jogar nossa insatisfação sobre os outros não vai trazer bem-estar.

Podemos ser bons, honestos, trabalhadores, devotos de algum santo, frequentadores de alguma igreja, voluntários de uma comunidade espírita, enfim, ser gente do bem; mas, sem perceber, acabamos por julgar as pessoas ao redor.

O mundo anda muito conturbado, e a quantidade de espíritos presos à Terra, com alto grau de desequilíbrio, é muito grande. Se você está ligado somente no bem, é difícil, muito difícil, entrar em sintonia com essas energias perturbadoras.

Infelizmente, nem sempre estamos cem por cento bem. Surge um problema aqui e outro ali, fazendo com que o nosso padrão de pensamento caia um pouco, colocando-nos em contato com essas energias.

Importante levar em consideração que os ataques obsessivos sempre começam por desestabilizar o nosso emocional. Daí a necessidade de avaliar constantemente o fluxo de seus pensamentos e emoções, de ter discernimento do que é sentimento seu e do que não é. Se você é uma pessoa equilibrada, tranquila, sensata e de repente torna-se agressiva e tem vontade de matar o primeiro que aparecer na sua frente, há algo errado. Essa atitude não condiz com seu temperamento, portanto, não é sua.

É chegado o momento de parar para refletir e prestar atenção em si. Desenvolver o bom-senso ajuda a identificar mais facilmente as suas emoções daquelas vindas de pessoas ao seu redor. Não criticar ou julgar, por mais difícil que seja, é uma grande lição para o nosso amadurecimento emocional e espiritual.

Afinal, aquela pessoa que você tanto critica poderá ser aquela que poderá ajudá-lo amanhã. Dar ouvido ao mal é propagá-lo. Ligar-se no bem é derrotar todos os inimigos. Pense nisso!

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Autor: blogdomarcelocezar

Com mais de 1 milhão e meio de livros vendidos, Marcelo Cezar é um dos escritores mais lidos e admirados de sua geração.

Um pensamento sobre “Ataques obsessivos

  1. Ó timo artigo para refletirmos, o que é meu o que é do outro……

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