Marcelo Cezar

Espiritualidade independente e respeito às diferenças.


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Ação e Reação

Quem é ruim e escapa das leis vai pagar pelo que fez depois de morrer? 

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Os leitores sempre me fazem essa pergunta. Diante de tantos crimes e tanta violência, e com uma Justiça moldada de acordo com a conveniência de um grupo de pessoas, muitas vezes a sociedade se sente indignada diante de punições pouco severas e, pior, de pessoas que cometem crimes, pagam excelentes advogados e se livram da prisão.

As leis dos homens são feitas para que possamos conviver da maneira mais harmoniosa possível. Elas refletem a forma de pensar de uma sociedade. É por isso que, de tempos em tempos, leis são criadas, mudadas, ajustadas e banidas. E o que é permitido em nosso país poderá não ser permitido em uma sociedade do Oriente, por exemplo. Cada povo tem um conjunto de hábitos, costumes, condutas e regras que têm tudo a ver com as pessoas que lá reencarnam.

Já as leis universais são imutáveis, perfeitas. Elas não seguem o padrão das leis como as conhecemos no mundo, mas a regra é clara: tudo o que você faz, seja por meio de palavras, pensamentos ou atitudes, voltará para você. Simples assim. As leis que regem o universo não têm nada de complicado. Muito pelo contrário: estão muito ligadas ao nosso grau de responsabilidade diante da vida. 

Conforme abrimos nossa consciência e entendemos que somos cem por cento responsáveis por tudo o que atraímos, a visão em relação às leis também muda. Percebemos com mais clareza nossos instintos, nossas crenças e posturas, mudamos alguns padrões de pensamentos e tudo ao nosso redor também começa a mudar. Para melhor, obviamente.

Toda vez que você procurar fazer para si algo de bom, que possa livrá-lo das amarras das mágoas, do ódio e da maledicência, a vida, rica e sábia, irá ajudá-lo a superar as adversidades e naturalmente tirará do seu caminho, ou afastará de você, aquela pessoa que o infelicita de alguma maneira.

Cada um é responsável por si e terá de arcar com a consequência de seus atos, seja aqui em vida ou depois dela. Não compete a nenhum de nós julgar o próximo.

Quem somos nós para julgar o que ou quem é ruim? Precisamos ter cautela com esse tipo de acusação, pois poderemos cometer atrocidades como aquelas contra os donos da Escola Base em São Paulo, anos atrás, que foram acusados injustamente e tiveram suas vidas devastadas.

Voltando à pergunta inicial, quem é ruim vai pagar? Em primeiro lugar, ninguém “paga” nada. Não somos um carnê de prestações (oras!), e sim espíritos encarnados aprendendo a ter um grau maior de responsabilidade diante de nossas escolhas. Qualquer um de nós que proceder de forma inadequada vai obter resultados negativos.

Por isso, afaste-se dos maus pensamentos; crie bons pensamentos e esqueça, de uma vez por todas, de apontar os erros dos outros. Cuidar de seus pensamentos e valorizar cada vez mais o bem é a arma para a nossa proteção. Cultive a maledicência e atrairá os maldosos; cultive bons pensamentos e atrairá boas pessoas, boas amizades e boas energias ao seu redor. Experimente.
Afinal de contas, a maldade não está nos olhos de quem vê, mas nas mãos de quem a pratica!